💰
Custo
€€€
📶
Internet
Excelente
🏠
Moradia
€500-1200
🗓️
Melhor Época
Out-Nov, Dez-Mar
Chipre para Nômades Digitais
Guia de País

Chipre para Nômades Digitais

Sol o ano todo, praias de água cristalina e fala inglês. Chipre é aquele destino que quase ninguém considera, mas que funciona muito bem. Passamos um mês lá e você precisa saber disso: no inverno, enquanto a Europa congela, Chipre tem 20°C e sol.

Sol o ano todo, praias de água cristalina, fala um bom inglês, internet rápida e uma mistura cultural única entre Europa e Oriente Médio. Chipre tem tudo pra ser um destino perfeito de nômade digital, mas será que funciona na prática?

Passamos o mês em Protaras, Paphos, Limassol e Ayia Napa. Cada cidade tem sua própria identidade, mas todas compartilham tudo que há de bom na ilha. Aqui vai o que aprendemos.

A ilha é repleta de gatos. A lenda é que Cleópatra mandou eles pra cá pra exterminar as cobras
A ilha é repleta de gatos. A lenda é que Cleópatra mandou eles pra cá pra exterminar as cobras

Onde ficar

Limassol: A segunda maior cidade e a mais cosmopolita da ilha. Centro financeiro e tecnológico do Chipre, tem a melhor infraestrutura pra nômades. Marina, praia, vida noturna ativa. Se você precisa trabalhar bem e quer sentir que está numa cidade de verdade, Limassol é sua melhor base.

Paphos: Cidade histórica na costa oeste, patrimônio da UNESCO. Ritmo mais calmo que Limassol, menos turistas no inverno e aeroporto. Tem ruínas romanas, porto e um clima ainda mais quente. Funciona bem pra trabalhar, especialmente se você prefere algo mais tranquilo.

Protaras: Zona turística com praias incríveis (ficamos em Fig Tree Bay). Muito vazia no inverno, lotada no verão. Se você quer praias paradisíacas todos os dias, aqui é o lugar.

Ayia Napa: Conhecida como a Ibiza do Chipre. Festas, beach clubs, pessoas do mundo todo no verão. No inverno vira uma cidade fantasma.

Nicosia (capital): Única capital dividida do mundo (parte grega, parte turca). Fica no interior, sem praia. Se você não liga pra mar e quer custos mais baixos, pode valer. Não passamos lá dessa vez.

Dia-a-dia de um nômade digital em Chipre

Comida: Supermercados tipo Lidl e Alphamega. €250-300/mês cozinhando em casa. Almoço fora: €8-12. Meze (refeição tradicional compartilhada): €15-20/pessoa.

Transporte: Carro é quase obrigatório. Transporte público existe mas é limitado. Aluguel de carro: €300-400/mês. Táxis e Bolt/Uber existem mas saem caro pra usar sempre. Dirigem do lado esquerdo, mas você se acostuma rápido.

Segurança: Muito seguro. Um dos países mais seguros da Europa. Você pode deixar bolsa na praia pra ir no mar. Crime violento é praticamente inexistente.

Idioma: Inglês é amplamente falado. Grego cipriota é a língua local, mas você se vira perfeitamente em inglês.

Internet: Conectividade ótima. A ilha investiu pesado em infraestrutura digital. 4G funciona muito bem (MTN, Cyta).

Coworkings: Limassol tem alguns bons. Paphos tem menos opções mas tem. Protaras e Ayia Napa? Quase nada, mas os cafés têm wifi ok. €100-200/mês.

O que ninguém te conta

Verão é muito quente. Estamos falando de 35-40°C fácil de junho a agosto. Ar condicionado é necessário.

Inverno é perfeito. Enquanto a Europa congela, Chipre tem 15-20°C e sol quase todo dia. De novembro a março é perfeito pra nômades digitais: vazia, barata, clima ideal.

Você vai precisar de carro. Diferente de Lisboa ou Split onde dá pra viver sem, em Chipre o carro faz diferença.

A ilha está dividida. Há uma zona controlada pela Turquia no norte (República Turca do Chipre do Norte, não reconhecida internacionalmente). Você pode visitar cruzando a "Green Line" em Nicosia, mas é uma situação política complexa que poucos turistas conhecem.

Custos reais (casal, 2025)

  • Apartamento (1 quarto, bem localizado): €800-1200 em Limassol, €600-900 em Paphos, €500-800 em Protaras (inverno)
  • Mercado: €250-300/mês
  • Comer fora (2-3x/semana): €150-200/mês
  • Aluguel de carro: €300-400/mês
  • Gasolina: €100-150/mês
  • Coworking (opcional): €100-200/mês

Total: €1.800-2.500/mês (R$ 9.900-13.750)

Mais caro que Croácia, similar a Portugal, mas com clima melhor no inverno.

Melhor época pra ir

Outubro-Novembro: Temperatura ideal (22-26°C), turistas já foram, preços mais baixos. Nossa época favorita.

Dezembro-Março: Ótimo pra trabalhar. Sol quase todo dia, 15-20°C, vazio, barato. Não dá pra ficar o dia todo na praia, mas dá pra aproveitar. Enquanto isso, o resto da Europa tá congelando.

Abril-Maio: Excelente também. Tudo florido, temperatura subindo, preços ainda ok.

Junho-Agosto: Muito quente, muito turista, muito caro. Se você aguenta calor forte e quer praia todos os dias, vá.

Vale a pena?

Chipre surpreendeu a gente positivamente. É um daqueles destinos que poucos consideram, mas que são incríveis.

A vista do nosso home office no Chipre. Talvez um dos mais bonitos que já estivemos.
A vista do nosso home office no Chipre. Talvez um dos mais bonitos que já estivemos.

Se você tem orçamento pra isso e quer um lugar ensolarado com praia onde você realmente consegue trabalhar bem, o Chipre é o lugar perfeito.

Voltaríamos? Sim, principalmente pra passar o inverno. Enquanto o pessoal em Portugal e Croácia está com frio e chuva, estar em Chipre com 20°C e sol é um segredo ainda escondido.

Resumo rápido

Item Observação/Nota
Gasto médio/mês R$ 11.000-15.000 (confortável com carro)
Melhor época Out-Nov, Dez-Mar
Tempo recomendado 6-12 semanas
Internet ⭐⭐⭐⭐⭐
Segurança ⭐⭐⭐⭐⭐
Custo-benefício ⭐⭐⭐☆☆
Bom pra começar ⭐⭐⭐⭐☆

Ficou alguma dúvida?

Se bateu alguma dúvida ou se você sente aquela insegurança de dar os primeiros passos, fica tranquilo. Quase todo mundo sente o mesmo no começo, inclusive a gente! Sempre respondemos perguntas no nosso Instagram @chegaderoteiro.

Vini e Cami - Criadores do Chega de Roteiro

👋 Oi, somos Vini e Cami!

Um programador e uma editora de vídeo que trocaram a rotina normal por uma temporada viajando o mundo enquanto trabalhavam remotamente. Passamos por mais de 90 cidades e 30 países.

Compartilhamos o aprendizado que o nomadismo digital é possível, que pra viajar não precisa largar tudo pra trás, que viagens mais longas (slow travel) é o nosso estilo de viajar preferido.